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D&D: Warlock revela Darkon e leva ação em mundo aberto a Ravenloft

D&D: Warlock revela Kaatri, Tasha e magia sistêmica em Darkon. Veja o que o gameplay indica sobre a adaptação de Ravenloft.

Por Taiguara Rangel 26 de agosto, 2026 7 min de leitura
Kaatri usa armadura de penas em imagem de Dungeons & Dragons: Warlock
Kaatri, protagonista de Dungeons & Dragons: Warlock, explora o Domínio do Medo de Darkon. Divulgação: Wizards of the Coast/Invoke Studios.

A Wizards of the Coast e a Invoke Studios divulgaram o primeiro gameplay de Warlock: Dungeons & Dragons, aventura de ação em terceira pessoa que chegará em 2027. O vídeo acompanha Kaatri, uma guerreira que firma um pacto com Tasha e passa a usar magia proibida durante a exploração de Darkon, um dos Domínios do Medo de Ravenloft.

A escolha de Darkon coloca o jogo em uma região especialmente instável do universo de D&D. Durante séculos, o lich Azalin Rex governou o domínio. Porém, a versão mais recente do cenário apresenta o antigo lorde desaparecido, enquanto névoas destrutivas avançam sobre cidades, florestas e castelos.

O que aparece no primeiro gameplay de D&D: Warlock

O primeiro gameplay mostra Kaatri atravessando uma vila subterrânea, enfrentando mortos-vivos e combinando feitiços com ataques corpo a corpo. Além disso, a protagonista usa magia para alcançar novas áreas, manipular objetos e criar diferentes rotas pelo cenário.

Entre as criaturas apresentadas está um Espectador, monstro relacionado aos beholders que costuma proteger lugares, tesouros ou passagens. O confronto também destaca o uso do ambiente, pois Kaatri movimenta inimigos, altera o próprio posicionamento e cria oportunidades para novos ataques.

Primeiro gameplay de Warlock: Dungeons & Dragons, divulgado durante a Gamescom 2026.

O anúncio oficial define Warlock como uma aventura para um jogador em um mundo aberto guiado pela exploração. Segundo a Invoke, cada feitiço pode interagir com outras habilidades e oferecer várias soluções para o mesmo problema.

Por isso, o jogo não restringe a magia aos confrontos. Kaatri pode levitar objetos, empurrar oponentes, atravessar grades com Misty Step e trocar de lugar com determinadas criaturas. Assim, o jogador poderá observar o ambiente e escolher como superar cada obstáculo.

Magia sistêmica conduz o combate e a exploração

A jogabilidade combina armas corpo a corpo com feitiços como Eldritch Blast, Witch Bolt, Black Tentacles, Levitate e Gust of Wind. Ao mesmo tempo, Kaatri pode recorrer a rituais que alteram o clima e modificam as condições do cenário.

A Invoke chama essa abordagem de combate e exploração sistêmicos. Na prática, fogo, água, eletricidade, objetos e posicionamento podem produzir reações diferentes. Uma chuva localizada, por exemplo, pode molhar os inimigos e preparar o terreno para um ataque elétrico.

Além disso, o gameplay apresenta uma lista extensa de habilidades disponíveis para Kaatri. Esse repertório ultrapassa as limitações que um bruxo enfrentaria em uma sessão tradicional de D&D, como espaços de magia, rodadas e descansos entre os combates.

O jogo aproveita principalmente a fantasia narrativa da classe: uma personagem obtém poderes por meio de um pacto com uma entidade sobrenatural. Portanto, a Invoke adapta feitiços, progressão e recursos para o ritmo de uma aventura de ação. O estúdio já havia explicado que não pretende reproduzir diretamente todas as regras do RPG de mesa.

O que Darkon pode revelar sobre a história de Warlock

Darkon representa horror fantástico, catástrofes e ameaças de mortos-vivos dentro de Ravenloft. Durante boa parte da história do cenário, Azalin Rex controlou o território com a ajuda da Kargat, uma organização formada por agentes, monstros e mortos-vivos.

Azalin também tentou escapar repetidamente dos Domínios do Medo. Como consequência, seus experimentos provocaram desastres que transformaram Darkon e afetaram outras regiões de Ravenloft. Cada versão do cenário, contudo, apresenta resultados diferentes para essas tentativas.

Em Van Richten’s Guide to Ravenloft, Azalin desapareceu e deixou Darkon sem um lorde definido. Além disso, uma manifestação conhecida como Mortalha consome gradualmente o território. O livro apresenta cidades ameaçadas, facções em disputa e personagens que tentam assumir o controle do domínio.

O Mesa de RPG reuniu mais informações sobre essa versão do cenário na matéria sobre o lançamento de Van Richten’s Guide to Ravenloft para D&D 5E.

O gameplay de Warlock levanta dúvidas sobre a posição da história nessa cronologia. O vídeo mostra um grande castelo que parte da cobertura especializada associou ao Castelo Avernus, antiga residência de Azalin. Se a Invoke confirmar essa identificação e apresentar a construção intacta, o jogo poderá acompanhar um período anterior ao desaparecimento do lich.

Por enquanto, essa possibilidade permanece como uma interpretação das imagens. A Invoke confirmou Darkon, as névoas que avançam sobre o domínio e a presença de construções ligadas à história local. Porém, o estúdio ainda não explicou o papel de Azalin Rex nem informou se seguirá integralmente a cronologia dos livros.

Kaatri e Tasha conduzem a história

Tricia Helfer, de Battlestar Galactica e Lucifer, interpreta Kaatri. A personagem domina diferentes armas e procura alguém que perdeu. Para continuar essa busca, ela aceita um pacto que ameaça sua liberdade e sua própria alma.

Já Maggie Robertson, conhecida pelo papel de Lady Dimitrescu em Resident Evil Village, interpreta Tasha. A bruxa atua como patrona e fonte dos novos poderes de Kaatri. Além disso, ela ensina a protagonista a perceber a chamada Magia Bruta escondida por Darkon.

A Magia Bruta deve orientar a progressão do jogo, pois permite que Kaatri amplie e transforme suas habilidades. Dessa forma, a personagem começa como uma guerreira experiente e incorpora gradualmente feitiços, rituais e manifestações de poder sobrenatural.

A relação entre Kaatri e Tasha também oferece o principal conflito narrativo apresentado até agora. Pactos de bruxos costumam envolver obrigações, interesses divergentes e consequências que surgem depois do acordo. Por isso, o preço exigido por Tasha pode determinar tanto a história quanto a evolução das habilidades da protagonista.

Como o formato de ação pode transformar Ravenloft

Ravenloft surgiu em 1983 como uma aventura de horror gótico e posteriormente cresceu até se tornar um cenário formado por diferentes Domínios do Medo. Atmosfera opressiva, corrupção, escolhas morais e inimigos difíceis de enfrentar diretamente continuam entre suas características centrais.

Warlock leva esse cenário para uma estrutura de mundo aberto, com exploração livre e confrontos em tempo real. Assim, o jogo pode apresentar Darkon a um público que nunca teve contato com o RPG de mesa. A produção também oferece uma representação visual mais ampla de cidades, ruínas, monstros e regiões que os livros descrevem principalmente por meio de textos e ilustrações.

Ao mesmo tempo, a progressão dos poderes de Kaatri cria um desafio para a ambientação. Ravenloft depende da vulnerabilidade dos personagens e da sensação de que o domínio controla seus visitantes. Portanto, a narrativa precisará manter o perigo mesmo quando a protagonista ampliar seu arsenal mágico.

As névoas, o preço do pacto e a instabilidade de Darkon podem cumprir essa função. Além disso, Tasha pode introduzir conflitos que Kaatri não consegue resolver apenas com força, feitiços ou armas. O equilíbrio entre poder e consequência definirá quanto da identidade de Ravenloft permanecerá na adaptação.

Quando D&D: Warlock será lançado

A Invoke Studios desenvolve Warlock: Dungeons & Dragons para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A Wizards of the Coast publicará o jogo em 2027, embora ainda não tenha anunciado uma data específica.

A Invoke surgiu a partir da antiga Tuque Games, equipe responsável por Dungeons & Dragons: Dark Alliance. Agora, o estúdio aposta em uma campanha para um jogador, exploração sistêmica e uma protagonista com identidade definida.

Para quem procura uma aventura de ação inspirada nas classes, criaturas e cenários de D&D, o primeiro gameplay apresenta um sistema flexível e voltado à experimentação. Já os jogadores que esperam uma reprodução das regras da quinta edição devem acompanhar as próximas demonstrações com esse limite em mente. Até 2027, a Invoke ainda precisa detalhar a progressão, o papel de Azalin e as consequências do pacto com Tasha.

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