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Financiamento Coletivo

Stalker RPG 2ª Edição e o desafio de trazer o horror da Zona para São Paulo

Stalker RPG 2ª Edição terá uma Zona de Exclusão em São Paulo. Entenda o desafio de adaptar o horror do sistema para uma metrópole brasileira.

Por Diogo Almeida 8 de setembro, 2026 6 min de leitura
O que esperar da Zona de Sp no novo Stalker Rpg?
Fonte: STALKER RPG
A Dark Entity Editora lançou a campanha de financiamento coletivo de STALKER RPG, 2ª Edição no Catarse. O projeto apresenta a primeira edição oficial do sistema em português brasileiro, com as seis Zonas de Exclusão clássicas e uma nova ambientação criada no país: a Zona de São Paulo. A proposta coloca uma metrópole reconhecível dentro do horror existencial inspirado no romance Piquenique na Estrada.

A novidade ultrapassa a tradução do jogo criado pelo finlandês Ville Vuorela. Segundo a editora, a equipe brasileira desenvolveu novos conteúdos de cenário, um Livro do Mestre e um baralho para geração procedural de ambientes. Além disso, a Dark Entity trabalha com a Burger Games para publicar posteriormente a segunda edição em inglês no mercado internacional.

A novidade ultrapassa a tradução do jogo criado pelo finlandês Ville Vuorela. Segundo a editora, a equipe brasileira produz novos conteúdos de cenário, um Livro do Mestre e um baralho para geração procedural de ambientes. Além disso, a Dark Entity trabalha com a Burger Games para publicar posteriormente a segunda edição em inglês no mercado internacional.

O que a Zona de SP altera no jogo

A Zona de SP transfere as anomalias e os conflitos de Stalker RPG para uma metrópole brasileira. A página do Catarse ainda não revela quais bairros, edifícios ou referências culturais aparecerão no cenário. Porém, confirma que o material foi desenvolvido por brasileiros como parte da expansão do universo do jogo.

Essa mudança cria um desafio de ambientação. As Zonas de Exclusão surgiram depois da Visitação, evento que alterou as leis da natureza em seis regiões localizadas ao longo do 43º paralelo. Dentro delas, fenômenos gravitacionais, distorções de espaço e tempo, substâncias anômalas, mutantes e criaturas chamadas Inorganismos ameaçam quem cruza os cordões de isolamento.

Ao levar essa estrutura para São Paulo, os autores precisam traduzir o isolamento característico da Zona para um território marcado por verticalidade, grandes vias, redes subterrâneas e diferentes formas de ocupação urbana. Esses elementos podem produzir situações próprias de exploração e sobrevivência, desde que o cenário use a geografia paulistana como parte efetiva dos conflitos.

Por enquanto, a campanha não informa quais lugares da cidade foram incorporados nem como a Visitação transformou São Paulo. Também não há detalhes suficientes para afirmar que a Zona abordará desigualdade social, violência urbana ou precariedade de infraestrutura. Essas possibilidades dependem do conteúdo final apresentado pela equipe.

Como funciona o horror de Stalker RPG

O horror de Stalker RPG nasce da vulnerabilidade dos personagens diante de fenômenos que eles não compreendem. Os jogadores interpretam Stalkers, pessoas que entram ilegalmente nas Zonas para recuperar artefatos, investigar anomalias ou trabalhar para contratantes interessados nos recursos deixados pela Visitação.

Ao mesmo tempo, o Instituto Internacional de Culturas Extraterrestres controla as fronteiras, persegue os invasores e conduz pesquisas dentro dessas áreas. Por isso, uma expedição pode envolver patrulhas armadas, negociações clandestinas e escolhas sobre o destino dos artefatos recuperados, além dos perigos ambientais.

O jogo deriva oficialmente de Piquenique na Estrada, romance de Arkadi e Boris Strugatsky que também inspirou o filme Stalker, dirigido por Andrei Tarkóvski. Embora compartilhe referências com os videogames da série S.T.A.L.K.E.R., o RPG de Ville Vuorela possui identidade e sistema próprios.

FLOW resolve ações sem rolagens obrigatórias

O sistema FLOW utiliza a descrição das ações e os atributos dos personagens para resolver situações de risco sem depender de rolagens convencionais. Os jogadores precisam explicar como pretendem superar um obstáculo, enquanto os atributos funcionam como recursos que podem ser gastos diante das consequências.

Essa estrutura aproxima o perigo da qualidade das decisões tomadas pelo grupo. Assim, investigar uma anomalia exige observação, preparação e criatividade, enquanto um confronto direto pode provocar consequências fatais. O sistema também dispensa pontos de vida tradicionais e trata o combate como uma situação de risco elevado.

A segunda edição manterá o FLOW, mas acrescentará um sistema alternativo de dados. A página da campanha ainda não explica como essa opção funcionará nem em quais situações os grupos poderão utilizá-la. Portanto, ainda será necessário avaliar se a mecânica alternativa preserva a letalidade e a importância da descrição que caracterizam o sistema original.

O que a segunda edição acrescenta

A segunda edição reunirá novas artes, conteúdos de cenário, regras atualizadas e materiais produzidos pela equipe brasileira. Além da Zona de São Paulo, a Dark Entity anunciou um Livro do Mestre completo e um conjunto de cartas para gerar ambientes durante a partida.

O baralho pode ter uma função importante na exploração. Como os jogadores avançam por territórios instáveis e pouco compreendidos, a geração procedural permite introduzir locais, ameaças e anomalias sem exigir que o mestre prepare cada espaço antecipadamente. A editora ainda precisa detalhar a quantidade de cartas e os procedimentos usados para combinar seus resultados.

Esta também será a primeira edição oficial de Stalker RPG em português brasileiro. Segundo a Dark Entity, a produção envolve uma equipe nacional e servirá de base para a publicação global em inglês, realizada em parceria com a Burger Games.

Cronograma e critérios para apoiar o projeto

A campanha de STALKER RPG, 2ª Edição está disponível no Catarse com diferentes modalidades de apoio. A Dark Entity prevê concluir a arte e a diagramação em dezembro de 2026, enviar os arquivos para a gráfica em janeiro de 2027 e iniciar as entregas em julho de 2027.

Para quem já conhece Piquenique na Estrada ou procura um RPG de horror com personagens vulneráveis e resolução centrada em decisões, a edição brasileira apresenta uma proposta coerente com essas preferências. A principal informação em aberto é a profundidade da Zona de SP: locais, conflitos, personagens e procedimentos de exploração ainda precisam aparecer para que o público avalie a ambientação.

Antes de apoiar, o leitor pode acompanhar as atualizações da campanha e observar como a editora transformará São Paulo em uma Zona de Exclusão. O cenário ganhará força se a cidade influenciar os perigos, as expedições e as escolhas dos Stalkers, em vez de funcionar apenas como pano de fundo reconhecível.

Acompanhe a chegada da Zona de SP

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